
Chris Smith está de volta vivido por John Cena em um começo fantástico para Pacificador que mostra o personagem lidando com frustrações, remorsos e a descoberta de um mundo paralelo através do universo de bolso na antiga casa de seu pai, o que o leva a viver momentos de felicidade genuína que nunca pensou serem possíveis em sua vida.
James Gunn escreve e dirige o episódio de abertura da segunda temporada da série e pontua já muito do charme da primeira temporada de volta nesse ano da produção, as relações entre os personagens como de Adebayo (Danielle Brooks) com Chris, os sentimentos do Pacificador por Harcourt (Jennifer Holland), a distância de Economos (Steve Agee) e as excentricidades de Adrian (Freddie Stroma).

Mas também situa muito bem o quão longe também eles estão do passado, as consequências dos atos de Adebayo no final da primeira temporada ao expor sua mãe, Amanda Waller (Viola Davis) afetam muitos deles. Nesse novo mundo, Gunn opta por não resumir sua história a burocracias sistemáticas de universos compartilhados e fazendo uma introdução que já te mostra muito bem que não há nenhum problema em John Cena ter migrado do finado DCEU para o promissor DCU, afinal a série antes sempre se situou como parte de uma realidade bem mais pé no chão e alheia aos grandes eventos daquele mundo.
Logo a série se torna livre de tomar tempo para coisas irrelevantes e pode se focar na história sendo contada aqui de Chris lidando com suas emoções e frustrações da vida adulta e de seus fracassos com direito a uma entrevista de emprego decepcionante na Gangue da Justiça e extravasando suas dores em uma grande festa com sexo e drogas usando toda a liberdade que classificação para maiores que a série possui lhe oferece na HBO Max.

Há momentos também que exploram bem as questões de Harcourt, a sua raiva e comportamento impulsivo em brigas de bar ou a vigilância que Rick Flag Sr. (Frank Grillo) faz na casa de Pacificador em parte por consequências de Lex Luthor em Superman, mas também pelo Pacificador ter matado seu filho Rick Flag.
Todos os elementos da comédia verborrágica de James Gunn se fazem bem presentes, assim como músicas de rock e a ação, mas os dramas se intensificam em um ano que promete ser bem mais sombrio que explora o lado humano de Chris Smith e uma ficção científica intrigante onde podemos ver um outro lado da atuação de Robert Patrick como Auggie, o pai de Pacificador.
Porém, o maior destaque é como Gunn lida com essa mescla de humor e tragédia imersos em um mundo de heróis que John Cena consegue caracterizar muito bem na performance sensível e cartunesca, um dos grandes atores atuais de comédia que também é impressionante em encapsular os dramas dos traumas do personagem sendo capaz de se conectar com público em diferentes gêneros e mostrando todo o seu alcance como artista.
O novo ano em seu primeiro episódio apresenta grandes promessas, diversão, dramas e gera grande curiosidade para os próximos episódios da série e uma grande pergunta é feita para o público:
“Chris Smith é capaz de encontrar a felicidade na vida?”
O primeiro episódio da segunda temporada está disponível na HBO Max.












